Earth Hour 2011

……Um evento que já mobiliza bilhões de pessoas por todo o mundo para desligar as luzes durante 60 minutos. Esse projeto foi idealizado pela ONG internacional em defesa da vida WWF. Para a ONG a Hora do Planeta ou Earth Hour “é um ato simbólico no qual todos são convidados a mostrar sua preocupação com o aquecimento global. É uma iniciativa global [...] para enfrentar as mudanças climáticas.” (clique e veja o site). O programa já está em seu terceiro ano e tem tomado grandes proporções. No Brasil, às 20h30 do dia 26/03 desse ano a luzes do Cristo Redentor foram apagadas, na França a Torre Eiffel passou também a ser símbolo dessa nova era em prol da sustentabilidade do planeta. Vamos esperar que no próximo ano o evento tome proporções ainda maiores e que a consciência ambiental das pessoas e dos governos possa aumentar ao ponto de ultrapassar esses simbólicos 60 minutos!

Para maiores informações:
http://www.horadoplaneta.org.br

harlon.romariz@advir.com

Summary ”Finished the Wealth: The global foods crisis”

BOURNE, Joel K. Acabou a fartura: A Crise Global dos Alimentos. National Geographic Brasil. São Paulo, n◦ 111, p. 46-79, jun. 2009.harlon.romariz@advir.com

……In last years have seen an increase in the costs of foodstuffs, causing a series of setbacks. Only between 2005 and mid 2008 registered a abrupt increase in the prices basics foods, launching more than 75 millions people in poverty. Specifically in 2007 registered the lowest level of foods stocks, 61 days of global consumption, signaling a possible global food crisis. This situation affect, is most strongly, a vulnerable group of 1 billion people who generally spend between 50% to 70% of their income on food. Other factors such as the implosion of the global economy, climate changes, population growth, low food stocks and reducing the rate of growth in agricultural production makes the picture even more worrisome.harlon.romariz@advir.com

……“So what’s the solution to a world increasingly hot, crowded and hungry?” That is the question that begins to go into academia and government circles. The probability of population, even to this century, is 9 billion people and we would need double food production until 2030 as says the Consultative Group on Agricultural Research. As in the past, it is necessary a new “green revolution”, but now in front of some environmental issues, social and at half time.harlon.romariz@advir.com

……From the earliest periods of human civilization has always been equated the need food with the agricultural production, however, that stability has been questioned even in the 18th century. Thomas Robert Malthus, the British mathematician, drew attention to a possible demographic collapse. According to his pessimistic predictions, the population for its geometric increase, would reach a total level of imbalance and offerings of food were no longer sufficient. For him any measures could be taken, as the birth control, postponement of marriage and sexual abstinence, otherwise, involuntary restrictions might incur as the wars and diseases. However, for the immediate frustration of Malthus, nothing happened even before the two centuries of population growth. The industrial revolution triggered techniques and methods that maximized agricultural production and a so-called “green revolution” has secured enough food for everyone.harlon.romariz@advir.com

……The agricultural improvements occurred in all five continents, several countries have gone through the “green revolution”, with immediate results very positives, but with certain consequences and difficulties that need to be seriously evaluated. Among these places there is China now including some political conflicts; Africa with good economic results with more sequels to the health of people; Brazil in its considerable agricultural technology and high grain yield, sacrificing, yet some ecosystems such as Amazon, or even in the region of India and Bangladesh at the expense of the insecticides and decreased range of species. The “green revolution” that we have experienced since 1960 is “a system that merges irrigation, high-yield seeds, pesticides and fertilizers” and of course such facts before we start to think if there was possibility of “a new green revolution?”harlon.romariz@advir.com

……A solution varied, responsible and shared could perhaps allay the impending crisis. Neither the authorities, the mass intellectual and even the public would be convenient with a new “green revolution” that would entail at least some of the problems already caused by the first. Any measure must go through the filter of past experience and through new horizons and imperatives that are present in contemporary society.

Comentário sobre a entrevista “Humanidade não pode salvar o planeta, afirma criador da teoria de gaia”

HUMANIDADE não pode salvar o planeta, afirma criador da teoria de gaia. BBC. Brasília, 31 mar. 2010. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/03/100331_lovelock_entrevista_rw.shtm/&gt;. Acesso em: 31 mar. 2010.

Harlon Romariz

O britânico James Lovelock é considerado um dos “mentores” do movimento ambientalista em todo o mundo. A Teoria de Gaia, por ele criada, foi um marco na percepção do mundo natural.

Desde então a Terra pode ser considerada como um organismo vivo ou superorganismo “no qual todas as reações químicas, físicas e biológicas estão interligadas e não podem ser analisadas separadamente”. O planeta terra para ele não pode ser entendido como uma simples soma dos elementos químicos e fenômenos físicos, mas num arranjo complexo, organizado e equilibrado de tudo que existe.

A sua declaração de que tentar salvar a Terra é perda de tempo, pareceu surpreender a muitos. Nessa entrevista concedida a BBC, Lovelock afirmou enfaticamente que “Tentar salvar o planeta é bobagem, porque não podemos fazer isso. Se for salva, a Terra vai se salvar sozinha, que é o que sempre fez. A coisa mais sensível a se fazer é aproveitar a vida enquanto podemos”.

Na verdade, não se poderia esperar outra declaração por parte dele. Sua teoria afirma que a terra é um organismo independente e vivo, e que fará de tudo para manter-se assim. Todas as mudanças ou elementos que prejudiquem sua existência serão eliminados por esse grande organismo. Se o homem já desencadeou essa reação, não há nada a se fazer para reverter o quadro. Toda ação humana será insuficiente. Já “apertamos o gatilho” e a terra já tomou sua decisão!

Essa afirmação, contudo, cria um sério problema. Indica uma percepção niilista da vida e tira de nós um dos recursos humanos mais preciosos: a esperança. Durante todo o movimento ambiental aprendemos que somos culpados pela destruição da terra, e o mais importante, que tínhamos a responsabilidade de alterar o destino e a possibilidade de encontrar a sustentabilidade. Agora, não há mais nada a ser feito!

Todos os discursos, os protestos, as conquistas, legislações, movimentos, práticas educativas que surgiram em prol da sustentabilidade nesses últimos 30 anos agora são marcas da “bobagem” humana. Tudo bem, qual a solução então?

Essa é a segunda declaração questionável de James. A primeira foi quando ele disse que deveríamos substituir a energia fóssil pela nuclear, diminuindo assim o efeito estufa. A idéia logo foi rechaçada e ele ganhou o apelido de “Gandhi da Ciência” pela revista New Scientist. Seu plano não entrou em funcionamento. A energia nuclear continua sendo criticada, e agora ele diz que todos vamos desaparecer porque não ouvimos seus conselhos, e mesmo se tivéssemos ouvido não adiantaria muito.

Quando o mundo acabar não terá sido por causa do capricho da deusa Gaia, mas pela irresponsabilidade humana de trazer o mal à realidade. Não descarto totalmente a Teoria de Gaia, acredito que os sistemas são interligados, mas não posso considerá-la como uma teoria infalível e absoluta. Prefiro acreditar que há Esperança, como narra a Bíblia, do que imaginar que chegou o fim da vida humana por completo, pois a arca metálica que partirá da China não passa do fruto da imaginação em Hollywood.

Resenha do capítulo “A ideia da slow school: É hora de desacelerar a educação?”

por Harlon Romariz

 

HOLT, Maurice. A idéia da slow school: É hora de desacelerar a educação? In: STONE, Michael; BARLOW, Zenobia (Orgs.). Alfabetização ecológica: A educação das crianças para um mundo sustentável. São Paulo: Cultrix, 2006. p. 84-91.

Maurice Holt foi o primeiro diretor da Sheredes School, em Hertfordshire, dirigiu um programa de mestrado no Exeter University e foi diretor da American Academy, no Chipre. Em 1991 assumiu o cargo de professor de teoria curricular do curso de graduação da University of Colorado, em Dever. Foi co-editor do Journal of Curriculum and Supervision e é atualmente professor emérito. Reside em Oxford, no Reino Unido, onde vem focalizando as políticas de mudança curricular e a promoção do conceito de slow school.

Maurice Holt em 1978 publicou um livro chamado “The Common Curriculum: Its Structure and in the Comprehensive School” onde ele considera a importância dum “currículo abrangente que permite que a escolha seja feita entre grupos de matérias, me vez de entre disciplinas isoladas, fazendo uso de uma ampla variedade de estratégias de ensino”, livro esse que foi um marco inicial para o movimento de currículos integrados na Inglaterra. Essa visão decorre de um pensamento de Holt sobre a mecanização do processo educacional[1] e no que ele mesmo classifica como “camisa-de-força curricular”. Sua ênfase educacional procura desenvolver um ambiente curricular que focalize a qualidade em vez de simplesmente quantidade de informações adquiridas. O termo “slow school” decorre da metáfora que o autor faz dos “fast foods” onde as escolas que ele considera problemáticas seguiriam o “modelo hambúrguer de educação”.

Neste capítulo Holt apresenta inúmeros argumentos que defendem uma visão mais “desacelerada” da educação. Para ele tanto a sociedade como os próprios pais são orientados e incentivados pela conjuntura mercantilista a se “preocupar com o rendimento do filho, não com sua realização pessoal”. Holt sustenta uma visão mais humanista e prática da educação, visão essa que é constituída pelos ideais culturais e ambientais frutos duma influência descrita pelas percepções sistêmicas da realidade.

Para o teórico, acreditar numa educação mais válida para a sociedade, para o indivíduo e para o ambiente é pensar numa educação que se desvincule das exigências duma sociedade “fast” que desconsidera todo o arcabouço cultural construído ao longo de eras e que vive num frenético movimento em prol de acúmulos[2]. Esses imperativos se processam internamente no contexto educacional pela criação de “conteúdos específicos” e metas bem determinadas com padrões elevados de produção e resultado.

Para Holt, ao contrário desse atual percepção, a escola é um ambiente para os estudantes desenvolverem a mente, para ele “a educação e qualidades como criatividade, vitalidade, motivação, entusiasmo e compaixão são bens culturais” e que, portanto não podem entrar num escopo quantitativo e nunca poderão ser “pesados e medidos”, ou seja, não existe assim necessidade dum sistema educacional fechado baseado em conteúdos específicos e que dependesse diametralmente de resultados pontuais com a capacidade de desencadear um processo seletivo e classificatório.

Holt ainda afirma que apesar de toda essa valorização aos currículos específicos e quantitativos não existe “nenhum estudo que ampare essa visão e muitos ainda sugerem que isso não é educação”. Para ele a slow school, ao contrário, vem viabilizar uma enormidade de demandas societárias e ideais comunitários como a construção dos valores de respeito, civilidade, sustentabilidade e apreciação, além de criar um ambiente de maior aproveitamento do conhecimento. Na slow school “o aluno aprende um pouco de teoria sobre o que ele quer fazer, mas esse conhecimento está inserido na prática e é o que dá vida prática. A fast school, (…), é bem diferente – é como a fast food em que a teoria é separada da prática”. Ou seja, o processo da slow school apesar de ser “slow”, por se deter em diversas atividades práticas e socializações, apresenta resultados qualitativos sem iguais seguindo o velho ditado “a pressa é inimiga da perfeição”.

Um ponto de tensão então que surge sobre à slow school seria quanto as suas “prestações de contas”. O primeiro aspecto levantado em resposta seria a responsabilidade que os agentes e promotores da slow school teriam de ter. A confiança é um item fundamental nesse processo, mas precisa ser conquistada. Outra solução que acaba sendo uma característica inerente e marcante dessa proposta é uma avaliação que se detém sobre o processo. Ao contrário da fast school a avaliação tem a ver com um “relato” e é progressiva, para Holt a “slow school é uma narrativa, uma prática deliberada que orienta a narrativa da prestação de contas.

Holt finaliza argumentando que “o currículo não é então uma questão de aplicar respostas predeterminadas, mas de resolver esses problemas interativos de maneira a beneficiar todos os estudantes, usando o método de deliberação”.

Ver também


http://www.ecoliteracy.org/


http://www.ecoar.org.br/website/


[1] Em especial no EUA e Inglaterra.

[2] Entende-se por “acúmulos” todas tentativas de aglomerações da atual sociedade como dinheiro, recursos naturais, capitalizações, bens, entre centenas de outros.

Resumo da matéria “Acabou a Fartura: A crise global dos alimentos”

por Harlon Romariz

BOURNE, Joel K. Acabou a fartura: A Crise Global dos Alimentos. National Geographic Brasil. São Paulo, n◦ 111, p. 46-79, jun. 2009.

……Nos últimos anos tem se observado um aumento no custo dos gêneros alimentícios provocando uma série de contratempos. Somente entre 2005 e os meados de 2008 se registrou vários alimentos básicos que aumentaram abruptamente de preço, lançando mais de 75 milhões de pessoas na pobreza. Especificamente no ano de 2007 foi registrado o nível mais baixo de reservas alimentares, 61 dias de consumo mundial sinalizando assim uma possível crise global dos alimentos. Essa situação vem afetar com mais intensidade um grupo vulnerável de 1 bilhão de pessoas que geralmente gastam entre 50% a 70% da sua renda na alimentação. Outros fatores como a implosão da economia global, as mudanças climáticas, o aumento demográfico, os baixos estoques alimentares e redução da taxa de crescimento na produção agrícola tornam o quadro ainda mais preocupante.

“Então qual é a solução para um mundo cada vez mais quente, populoso e faminto?” essa é a questão que começa a fazer parte dos círculos acadêmicos e governamentais. A probabilidade populacional, ainda para este século, é de 9 bilhões de pessoas e precisaríamos duplicar a produção alimentar até 2030 segundo o Grupo Consultivo sobre Pesquisa Agrícola. Assim como no passado, se faz necessário uma nova “revolução verde”, mas agora diante de alguns imperativos ambientais, sociais e com a metade do tempo.

Desde os períodos mais remotos da civilização humana sempre se equacionou a necessidade alimentar com a produção agrícola, contudo, essa estabilidade foi questionada ainda no século 18. Thomas Robert Malthus, matemático britânico, chamou atenção para um possível colapso demográfico. Segundo suas pessimistas previsões, a população por seu aumento geométrico, chegaria a um total nível de desequilíbrio e as ofertas de alimentos não seriam mais suficientes. Para ele algumas medidas poderiam ser tomadas, como o controle da natalidade, adiamento do casamento e abstinência sexual, caso contrário, restrições involuntárias poderiam incorrer como as guerras e as enfermidades. Contudo, para frustração imediata de Malthus, nada ocorreu mesmo diante dos dois séculos de crescimento populacional. A revolução industrial desencadeou técnicas e métodos que maximizaram a produção agrícola e uma chamada “revolução verde” conseguiu garantir alimento suficiente para todos.

As melhorias agrícolas ocorreram nos cinco continentes, vários países passaram pela “revolução verde”, com resultados imediatos bastante positivos, mas com certas conseqüências e dificuldades que precisariam ser seriamente avaliadas. Dentre esses locais observa-se a China que passou inclusive por alguns conflitos políticos; a África com bons resultados econômicos mais com sequelas à saúde do povo; o Brasil na sua considerável tecnologia agrícola e alta produção de grãos, sacrificando, contudo alguns ecossistemas como o amazônico; ou até mesmo na região da Índia e Bangladesh com o prejuízo dos inseticidas e diminuição da variedade das espécies. A “revolução verde” que vivenciamos a partir de 1960 é “um sistema que mescla irrigação, sementes de alta rentabilidade, pesticidas e fertilizantes” e naturalmente diante de tais fatos começamos a refletir se haveria possibilidade de “Uma nova revolução verde?”.

Uma solução diversificada, responsável e compartilhada talvez pudesse aplacar a eminente crise. Nem as autoridades, a massa intelectual e mesmo a população seriam convenientes com uma nova “revolução verde” que viesse acarretar pelo menos parte dos problemas já provocados pela primeira. Qualquer medida deve caminhar pelo crivo da experiência passada e pelos novos horizontes e imperativos que se fazem presentes na sociedade contemporânea.

Ver também


http://taniamltorres.wordpress.com/2008/11/24/resumo-do-artigo-comida-e-antropologia/


http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091012_fome2_rc.shtml

Comer menos carne ajuda o planeta e o coração, afirma estudo


http://www.folha.com.br/ci657365
#folhaonline

Há trinta anos a mudança climática freia a produção mundial de grãos


http://bit.ly/k8S0Jh
(para quem tem acesso exclusivo da UOL)


http://bit.ly/juxbko
(Público pelo “Salvar link como”)